Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio. Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade. Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo. Porque metade de mim é o que eu penso, mas a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei. Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço. Porque metade de mim é amor e a outra metade também.
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Oswaldo Montenegro. (via
inflamou)
(via a-garota-da-chuva)
Se eu ameaçar ir embora, me agarra. Se eu chorar, me abraça. Se eu estiver carente, me beija. Se eu gritar, me cala. Se eu estiver doente, me cuida. Se eu estiver magoado, me consola. Se eu estiver com frio, me esquenta. Mas agora, se por ventura eu resolver te amar, por favor, me ame de volta.
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Pedro Pinheiro. (via
versificar)